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Então, o que se pode entender por esperança dentro da Psicologia Positiva? Nessa área a esperança é estudada em um nível superior aquele que utilizamos em nosso dia-a-dia. No senso comum esperança é a ultima coisa que morre, é algo quase que místico. Na psicologia positiva se faz uma abordagem científica da esperança.

OBJETIVOS

Essa abordagem cientifica traz a Esperança sempre ligada a um objetivo. Ou seja, você tem esperança de algo, sempre. Você não tem simplesmente esperança, solta. A esperança está sempre ligada a algo, um objetivo, um resultado. Pergunte-se agora: você tem esperança de quê? Bem podem ter surgido objetivos ou resultados desejados ligados à área profissional, pessoal, familiar, conjugal, etc. Esse é seu objetivo, um dos componentes da tríade que sustentam a esperança. É através do objetivo que a esperança pode emergir em nosso aparelho psíquico.

ROTAS

O segundo componente, e não menos importante, são as rotas. Pense em como você pensou em atingir o seu objetivo mais importante. Ok, essas são suas rotas. Rotas são os caminhos que utilizamos para chegar ao resultado que queremos, são os caminhos, as etapas, que traçamos a fim de conquistar nosso alvo. Por exemplo, se você pensou em tornar-se juiz, suas rotas passaram necessariamente por freqüentar uma escola de direito, preparação e estudo para provas de exame de ordem, e por fim estudar para prestar as provas que antecedem o ingresso na carreira. Essas são as rotas. Elas podem ser desdobradas em rotas cada vez mais específicas, menores e mais objetivas, como estudar para uma prova na faculdade. Você se lembrará nessa oportunidade que uma boa nota o auxiliará no futuro a conquistar a posição de juiz.

MOTIVAÇÃO

E o terceiro componente? Ah, aí esta a chave de todo seu sucesso. O terceiro componente refere-se à motivação que você terá em seguir as rotas que você mesmo traçou para chegar em objetivo que você almeja; você, você, você, porque tantos “você”? Porque é importante que você sinta essa motivação saindo de você, colocando-o no curso de suas rotas com gás suficiente para levá-lo ate a linha de chegada. Um objetivo que não tem motivação suficiente é como um avião sem combustível, não decola. Sem motivação não há como conquistar o resultado desejado.

ESPERANÇA PRA QUÊ?

Sabemos então que esperança tem três pilares. Mas que diferença ela faz para sua vida? Estudos têm apontado que pessoas que responderam instrumentos que medem Esperança e obtiveram escores elevados, são mais saudáveis de uma maneira geral, ou seja, tem maior ajustamento psíquico, tem maior bem estar, etc. Mas talvez o mais importante é que pessoas mais esperançosas são aquelas que, em geral, apresentam maior desempenho acadêmico, físico e no trabalho. Sim, esperança mostra-se fortemente ligada a desempenho. Isso é importante dentro das empresas. Saber que funcionários mais esperançosos são os que terão melhor desempenho pode sugerir que algo seja feito para elevar não o desempenho, mas para elevar a esperança dos indivíduos. Capacitar as pessoas para enxergar seus alvos de modo claro e como chegar até eles é um trabalho que a positiva oferece aos seus clientes. Através de um programa de desenvolvimento é possível elevar os escores de esperança dos sujeitos, corrigindo alguns vieses cognitivos. Entre em contato conosco para maiores informações.

Abs,

Juliana Pacico

REFERÊNCIAS:

Lopez, S. J., Snyder, C. R., & Pedrotti, J. T. (2003). Hope: Many definitions, many measures. In S.J. Lopez, & C.R. Snyder (Eds.), Positive psychological assessment: A handbook of models and measures. Washington DC: American Psychological Association, pp. 91-107.

Pacico, J. C., Zanon, C., Bastianello, M. R., Hutz, C. S. (2011). Adaptation and validation of The Hope Index for Brazilian adolescents. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24(4), 666-670.

Snyder, C. R. (2002). Hope theory: Rainbows in the mind. Psychological Inquiry, 13(4), 1047–1084.

Snyder, C.R., Shorey, H. S., Cheavens, J., Pulvers, K.M., Adams III, V. H.,  Wiklund, C. H. (2002). Hope in the Classroom: The Role of Positive Psychology           in Academic Achievementand Psychology Curriculum. Psychology Teacher Network, 12, 1-9.

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